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Coaching Financeiro: o perigoso poder de uma crença

Certamente você já ouviu frases assim:

  • morar de aluguel é jogar dinheiro fora ou
  • fazer um crediário/financiamento é uma ótima forma de guardar dinheiro.

Estas e outras crendices populares acompanham a vida das pessoas desde muito cedo e, não raro, se tornam hábitos nada positivos em relação ao uso do dinheiro podendo, inclusive, induzir a más escolhas e, até mesmo, levar a ruína financeira.

Acontece que quando as crenças se transformam em "verdades atemporais absolutas" e, portanto, não sujeitas a questionamentos, elas acabam inibindo o senso crítico e, consequentemente, afetando a percepção daquilo que realmente faz sentido na vida das pessoas. Talvez isso explique - em parte - o porquê de uma imensa parcela da população brasileira economicamente ativa viver endividada. 

Em outras palavras:

Ficamos reféns de conceitos (e interesses!) alheios capazes de bloquear o desenvolvimento da nossa inteligência financeira, senão vejamos:

- será que para um casal recém-casado é melhor comprometer grande parte do orçamento e ter um financiamento para pagar por 30 anos (e depender do mercado de trabalho!) do que morar de aluguel e manter a liquidez elevada e, com isso, investir, empreender, estudar, viajar e curtir a vida?

Cuidado: muitos querem fazer parecer que sim!

Dê valor ao seu dinheiro

Em se tratando de dinheiro - com exceção daquele sábio princípio fundamental que nos ensina a não gastar além do que recebemos ou do que podemos - não existem verdades atemporais absolutas, já que tudo é uma questão de escolha que pode ou não estar alinhada à nossa realidade financeira. Portanto, pergunte, questione, analise, avalie, afinal, provavelmente será você quem irá pagar a conta.

Muito cuidado com o "você merece"

O mercado por sua vez tem um papel fundamental na criação e na sustentação das crenças. É como se existisse uma 'cartilha' do consumo politicamente correto a ser seguida por todos. Mas, a que preço?

Especialistas em vendas e marketing estudam a fundo os pontos fracos do consumidor e, não por acaso, sabem exatamente como tornar algo supérfluo "imprescindível" para nossa vida da noite para o dia, pois sabem que sempre haverá alguém disposto a pagar.

As pessoas financeiramente indisciplinadas costumam ser as mais afetadas pela ditadura do consumo. Isso ocorre devido a falta de objetivos bem definidos associada a dificuldade de manter as finanças pessoais sob controle, combinação que as torna 'presas' fáceis de um mercado voraz e que não se importa com as consequências devastadoras do imediatismo e do endividamento excessivo.

Sucesso financeiro = quantidade de dinheiro?

Engana-se quem acha que o sucesso financeiro depende da quantidade de dinheiro disponível. Claro que viver com conforto e dignidade e sem ter nenhum tipo de preocupação com dinheiro não faz mal a ninguém, porém este conceito está longe de ser uma unanimidade. Ora, se fosse assim não haveria felicidade na pobreza ou nas pequenas conquistas do dia a dia, o que não é verdade. A diferença está na importância que as pessoas dão ao dinheiro e, acima de tudo, aos valores individuais, independentemente de modismos.

Conclusão:

O fato é que há riqueza abundante na simplicidade. Definitivamente, isso não é uma crença.

Seja feliz!

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